domingo, 4 de abril de 2010

e o teto azul do mundo se acaba


um ponto ao meio-dia novo
um olho em meio dia novo
um molho à cascavel a cobra
o molho cascavel, o soro
o soro quinta pego e corro
à casa branca cruz vermelha
um soro, um morto um caco telha
a meia noite pego e morro
mulher de branco ao socorro
o caco tira empurra a veia
viuva negra tece a teia
o leigo, um preto, a alma um esporro
o teto azul do mundo sul
pega-vareta, pega fogo
o vento forte leva ao fofo
o interior não encantado
À Deus as preces do capeta
não bate mais na porta preta
pegou fogo, pegou vareta
e estava feito o fim do fim
cabou-se o derradeiro fim
e o mundo agora é uma caixa preta.

um fio


O fio umbilical
O fio fetal
O fio que conduz.
O fio d pião
O fio invisível da imaginação
O fio que conduz.
O fio da utilidade
O fio da maturidade
O fio da realidade
O fio que conduz.
O fio da transparência
O fio da consequencia
O fio que conduz.
O fio que conduz a vida, a ida
A hora da partida
O fio que conduz.
O fio que (de novo) dá a luz
O fio que reconduz.